domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mudança radical


Seguinte, tenho um comunicado importante para fazer aos meus queridos leitores (eles existem ainda?!)


Resolvi mudar ‘o foco’ do blog: a partir de hoje, a maior parte das postagens não vai tratar da França nem das minhas experiências aqui... Sei que foi esse o motivo que me levou a criar o blog, mas daí? Decidi parar... Quero falar de coisas boas agora!

Brincadeira, eu amo esse país mas não poderia perder a piada!

O problema é que agora eu já me acostumei. Não existe mais as surpresas/patacoadas do início. Até os franceses estão me entendendo mais agora... Ou seja, não é aquela euforia e a surpresa do começo.

E depois, vários outros assuntos me inspiraram ultimamente. Por isso resolvi mudar. Mudar o nome do blog... Assim, não me sinto obrigada a falar só da França/minha vida (não que eu tenha feito isso, mas...) O novo título me dá a sensação de que eu posso falar do que quiser, quando quiser... São as minhas opiniões, as minhas ideias... O meu ‘infinito particular!’

sábado, 15 de dezembro de 2012

Desculpas

Galera!!!

Peço desculpas a vocês, raros e amados leitores!

Fui no mínimo estúpida por ficar tanto tempo sem passar por aqui!

Eu prometo, aliás; eu juro: NÃO PASSAREI MAIS DO QUE 3 (TRÊS) DIAS SEM ESCREVER NESTE BLOG!

Nem que seja um 'oi! eu amo vocês!'... mas eu vou escrever!

E como diz a irmã Zuleide: AMÉM?

Pateta escrevendo: achei digno.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

L'Affaire Manson


Você já ouviu falar do BookCrossing? A idéia consiste em ‘esquecer’ um livro num local público. Assim, a primeira pessoa que achar vai lê-lo e tornar a deixar o livro em outro lugar. O objetivo disso é estimular o hábito e ampliar o acesso à leitura.


No Brasil, esse movimento ficou restrito a cidades grandes como São Paulo, o que quer dizer que essa pobre moça do interior não teve a oportunidade de ‘achar’ um livro na rua. Mas eis que estava eu na Place de Verdun, fazendo a carterinha da Yélo, quando um senhor se aproxima de mim, mostra um livro e diz: ‘C’est à toi’. Daí, eu tentei falar para ele, que o livro não era meu, não sabia de quem era, que estava lá quando eu cheguei... E ele falou: ‘Attends!’ (espera!) e começou a folhear o livro.

Então ele achou uma página e me mostrou. Lá dizia que o livro era para ser deixado na rua, para quem quiser pegar... Toda aquela história... E ele repetiu: ‘C’est à toi!’ Como eu não costumo recusar nada, mandei um ‘merci beaucoup!’ já colocando o livro na minha bolsa!

A grande coincidência é que procurava um livro em francês. De repente, acontece isso! Vou ler esse tal de ‘L’Affaire Manson’, certeza! Isso pode ser algum sinal, né? A única coisa que me preocupa é que o livro é uma espécie de romance policial... #Medo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

'Canção do exílio'

'Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores.
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o sabiá.'

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Sua mãe sempre tem razão


Olha, confesso que quando cheguei em Grenoble pensei: ‘Nossa! Não deveria ter deixado minha mãe colocar tantas roupas de frio na minha mala! Agora não tenho roupa pro calor que está fazendo aqui e ainda carreguei um peso inútil a viagem inteira!’

Nesse momento da minha vida, queria dar um tapa na cara da Aline do passado! Jamais pense que a sua mãe está errada! Sua mãe, não importa sobre qual assunto, ela sempre terá razão! De fato, você não consegue entender a lógica por trás das atitudes dela. Mas o fato é que ela tem uma espécie de dom que a torna capaz de antever situações que você jamais pensou ser possível!

No meu caso por exemplo, aqui em la rochelle está fazendo um frio danado agora. E ainda não deu tempo de comprar roupas de frio. Ou seja, estou usando as que eu tenho na mala e não passei frio em nenhum instante aqui.

Então, caro leitor, se um dia a sua mãe te disser qualquer coisa, mesmo que por dúvida você hesite, SEMPRE OBEDEÇA A SUA MÃE!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mon petit ami


O causo é o seguinte: eis que estávamos na praia aqui em La Rochelle e, já sabe, né? Um monte de estrangeiro, a francesada aproveitando o finalzinho do verão, blá blá blá...

Nesses ambientes, a gente acaba conhecendo ou conversando com pessoas novas... E numa dessas, não sei por que... Um amigo meu, aqui de La Rochelle, o Alexandre (nome fictício para preservar sua identidade) começou a falar com umas criancinhas que estavam lá na praia. No fim das contas, quando eles estavam se despedindo, o Alexandre soltou a pérola: ‘mon petit ami! Au revoir!’ 

O problema é que ‘petit ami’ em francês quer dizer ‘namorado’ mas o Alexandre não sabia... Ele quis dizer ‘meu pequeno amigo’...  Mas não deu muito certo... 




Ninguém percebeu, eu acho... E a gente zuou ele demais!



sábado, 15 de setembro de 2012

S'il vous plaît


Acredito que todo mundo que já ouviu falar da França conhece essa frase; que se tornou praticamente um sinônimo de educação, de polidez...

Mas essa frase não me marcou pelas vezes em que eu me esqueci de utilizá-la, o que praticamente se transformou em motivo de reclamação de alguns franceses. Essa frase me marcou por um episódio que aconteceu no primeiro dia de aula aqui em La Rochelle.

Seguinte: todos os alunos estrangeiros estavam no anfiteatro. Ou seja, sala grande e cheia de gente. Logo, é complicado fazer a galera ficar em silêncio... E para piorar, a gente tinha acabado de chegar do intervalo...

Daí, uma senhora (não vou citar nomes!), com toda a sua educação... Mandou um ‘s’il vous plaît’ bem baixinho... Mas óbvio, a maioria nem ouviu nada! Percebendo que seria difícil contornar aquela situação, ela não hesitou e gritou freneticamente: ‘S’IL VOUS PLAÎT!’





A sala inteira calou-se de repente. Tamanho foi o susto com o grito. Na hora ninguém zuou, ninguém riu, ninguém fez nada... Todo mundo começou a prestar atenção na mulher... a ‘s’il vous plaît’, como ficou conhecida entre os brasileiros.

Não sei se consegui deixar bem claro o quão bizarra foi a situação. Tipo, estamos na universidade! Ela gritou como se a gente estivesse na pré-escola! Foi estranho...