segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fluxo mental que me impede de escrever


O que passa pela minha cabeça quando procuro um assunto para atualizar o blog...

“Putz! Queria escrever uma coisa bem legal... Mas escrever o que? Nossa! Vi um vídeo massa semana passada! Poderia colocar o link e aprofundar o assunto! Vai ser dahora!“

“Mas nossa! É muito complicado! Vou ter que fazer uma pesquisa, senão vai ficar muito superficial... É um assunto de cunho filosófico... Não quero fazer reflexões nível ‘Rede Globo de televisão’...”

“É... mas preciso arrumar tempo! Tenho que entregar aquele relatório! Ahhhh tá bom! Vou fazer isso! É mais importante!“ 

(3 semanas depois...)

“Putz! Ainda não atualizei meu blog! Que vergonha! É por isso que tenho poucos leitores! Os poucos que existem devem estar decepcionados comigo! VERGONHA!”

“Quer saber?! Vou escrever de qualquer jeito! Sem fazer pesquisa... Sem fazer nada! Vou falar o que eu penso: pronto e acabou! Análise superficial, feijão com arroz! O povo escreve cada abobrinha no facebook e ninguém fala nada!  E afinal, quero que o blog reflita isso mesmo! Como eu penso! Como as idéias foram amadurecendo comigo! Então, quando eu tiver 50 anos e ler esses posts, a Aline do passado vai dialogar com a Aline do futuro... E vai ser bom ver o quanto eu mudei... O quanto evoluí, o quanto amadureci...”

“Beleza! Vamos começar...”

O sistema... (putz! Como vou explicar de uma maneira simples o que é o sistema! Droga... estou sem idéia!)

(algum tempo depois...)

“Putz! Ainda não atualizei nada no blog...”

“Mas acho que ia ser legal escrever um post sobre a minha falta de idéias e insegurança...”

E aqui estamos nós...










terça-feira, 14 de maio de 2013

Indignada

Ontem eu decidi fazer uma caminhada na beira da praia. O tempo não estava bonito mas se você teve um dia estressante, o barulho do mar ajuda a te acalmar, a te por nos eixos.
Não tinha muita gente. E eis que a um dado momento surge um casal na minha frente que caminhava sem se dar conta da minha presença. Quando eu estava quase os alcançando, vejo a seguinte cena: o homem cochicha alguma coisa na orelha da mulher e lhe dá um abraço. Sabe aquele abraço espontâneo e um pouco desajeitado. Típico dos casais apaixonados.
Nesse momento, o homem olhou para trás e ao me ver corou de vergonha. É isso que me fez ficar indignada! Um gesto tão bonito, como eles puderam ter vergonha disso?! Como assim?! Que mundo nós vivemos?! O cara que "pega" cinco meninas numa noite acha isso lindo e até orgulha-se. Não gosto dessa lógica...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Infinito Particular

É meu caros leitores! Hoje eu escrevo com grande pesar!

Vocês acreditam que uma das minhas cantoras favoritas vai fazer um show hoje em Paris e eu só fui descobrir isso ontem?!

Caramba! Que ocasião especial! Depois de seis anos de ausência ela está de volta na França para divulgar as músicas novas! E cara, é a Marisa Monte! Ela que tem uma voz maravilhosa e letras espetaculares!  E eu aqui perdendo isso! Putz! Tristeza!

Mas bom, não é o fim do mundo! Terei outras oportunidades de vê-la cantando! 

E bom, aí vai um pouco do que eu vou perder essa noite e a música que me inspirou na mudança de nome do blog!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mudança radical


Seguinte, tenho um comunicado importante para fazer aos meus queridos leitores (eles existem ainda?!)


Resolvi mudar ‘o foco’ do blog: a partir de hoje, a maior parte das postagens não vai tratar da França nem das minhas experiências aqui... Sei que foi esse o motivo que me levou a criar o blog, mas daí? Decidi parar... Quero falar de coisas boas agora!

Brincadeira, eu amo esse país mas não poderia perder a piada!

O problema é que agora eu já me acostumei. Não existe mais as surpresas/patacoadas do início. Até os franceses estão me entendendo mais agora... Ou seja, não é aquela euforia e a surpresa do começo.

E depois, vários outros assuntos me inspiraram ultimamente. Por isso resolvi mudar. Mudar o nome do blog... Assim, não me sinto obrigada a falar só da França/minha vida (não que eu tenha feito isso, mas...) O novo título me dá a sensação de que eu posso falar do que quiser, quando quiser... São as minhas opiniões, as minhas ideias... O meu ‘infinito particular!’

sábado, 15 de dezembro de 2012

Desculpas

Galera!!!

Peço desculpas a vocês, raros e amados leitores!

Fui no mínimo estúpida por ficar tanto tempo sem passar por aqui!

Eu prometo, aliás; eu juro: NÃO PASSAREI MAIS DO QUE 3 (TRÊS) DIAS SEM ESCREVER NESTE BLOG!

Nem que seja um 'oi! eu amo vocês!'... mas eu vou escrever!

E como diz a irmã Zuleide: AMÉM?

Pateta escrevendo: achei digno.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

L'Affaire Manson


Você já ouviu falar do BookCrossing? A idéia consiste em ‘esquecer’ um livro num local público. Assim, a primeira pessoa que achar vai lê-lo e tornar a deixar o livro em outro lugar. O objetivo disso é estimular o hábito e ampliar o acesso à leitura.


No Brasil, esse movimento ficou restrito a cidades grandes como São Paulo, o que quer dizer que essa pobre moça do interior não teve a oportunidade de ‘achar’ um livro na rua. Mas eis que estava eu na Place de Verdun, fazendo a carterinha da Yélo, quando um senhor se aproxima de mim, mostra um livro e diz: ‘C’est à toi’. Daí, eu tentei falar para ele, que o livro não era meu, não sabia de quem era, que estava lá quando eu cheguei... E ele falou: ‘Attends!’ (espera!) e começou a folhear o livro.

Então ele achou uma página e me mostrou. Lá dizia que o livro era para ser deixado na rua, para quem quiser pegar... Toda aquela história... E ele repetiu: ‘C’est à toi!’ Como eu não costumo recusar nada, mandei um ‘merci beaucoup!’ já colocando o livro na minha bolsa!

A grande coincidência é que procurava um livro em francês. De repente, acontece isso! Vou ler esse tal de ‘L’Affaire Manson’, certeza! Isso pode ser algum sinal, né? A única coisa que me preocupa é que o livro é uma espécie de romance policial... #Medo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

'Canção do exílio'

'Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores.
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o sabiá.'